Comunicação: a arte de lidar com o que está fora do seu controle! Ou como ser um ótimo comunicador apesar dos imprevistos

julho 16, 2015 / assessoria de imprensa, comunicação

Desde que me entendo por gente, sou fascinada por história, literatura, cultura, teologia e filosofia. Entrei na faculdade de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e me encantei com as Teorias da Comunicação – que dialogam com todas as paixões acima. Na pós, Gestão de Comunicação e Marketing, o encanto só foi reforçado. A arte de lidar com o intangível, com o abstrato, com o conceito, de se trabalhar com o que está fora de seu controle e de suas mãos. É um desafio e tanto! Algo que está muito próximo à arte. Muito gratificante.

No cotidiano, porém, essa beleza poética pode se perder com briefings incorretos, falta de preparo (seu ou de outrem), de planejamento, de informação, de falta de comunicação entre as partes, de frustrações mil advindas do que foi citado até agora e por aí vai.

Como fazer para ser um ótimo comunicador nesse cenário caótico, então?

Voltando ao bê-á-bá da Comunicação: segundo o Aurélio da Língua Portuguesa, Comunicação pode ser definida como: transmissão, ligação, convivência e relações. <3

Usando como foco a última definição, ‘relações’, a comunicação só EXISTE quando há um receptor (aquele que recebe a mensagem) e um interlocutor (aquele que a produz). Logo, para que a mensagem seja emitida e compreendida perfeitamente, precisa haver intensa sinergia e relação entre essas duas partes. Não concordam?

Trazendo isso para o âmbito da assessoria de imprensa, a atividade de comunicação em que mais atuo, precisa haver INTENSA sinergia entre assessorado x assessoria e entre assessoria x imprensa. Entendem?

Por um lado, a assessoria precisa estar intimamente à vontade com seu assessorado. É ela quem vai defendê-lo e promovê-lo diante da imprensa. Precisa conhecer a fundo o que faz, como faz, com quem faz, quando faz. Precisa ser uma ‘especialista’ do seu assessorado. E, gente, isso é MUITO importante. Só dessa forma, é possível tanto conduzir seu assessorado à realização de metas almejadas como surpreendê-lo com resultados acima do esperado. A relação receptor/interlocutor nesse caso é vital.

Por outro lado, a assessoria TAMBÉM precisa estar totalmente confortável com a imprensa. Precisa entender seus anseios, seu cotidiano, o que precisa, o que fala, com quem fala, o que produz e para aonde vai. Somente assim poderá dialogar com ela de forma que haja frutos benéficos para todas as partes. É aquela velha historinha de investir em pesquisa e planejamento, fazer a lição de casa e aprender sobre os veículos de comunicação. De verdade.

E sabiam que, mesmo havendo intensa sinergia, pesquisa, lição de casa e estudo, ainda há muitas coisas fora do seu controle? Pois a Comunicação envolve seres humanos, pessoas. E pessoas mudam de ideias, pessoas dependem de outras pessoas, circunstâncias mil alteram a sinergia pré-existente entre determinadas pessoas. Enfim. N fatores podem alterar a sua equação interlocutor x receptor.

Assim, o que fazer? Quando o inevitável acontece, quando as coisas fogem do seu controle – pois você, afinal, não controla pessoas – a dica é: volte para o plano e recomece tudo de novo. Restabeleça um NOVO processo comunicacional entre as partes. Reconheça que houve uma mudança e proponha um recomeço, uma nova ideia, com base naquilo já experenciado. Refaça o caminho interlocutor x receptor e tente novamente, desta vez com um diferencial, um valor agregado, uma novidade na mensagem.

Quando as companhias contratam comunicadores, elas esperam que nós sejamos a solução para suas demandas de comunicação; então é papel nosso entregar sempre uma comunicação de qualidade. E, se por acaso, ela não existir de primeira ou de segunda, deve-se tentar de novo na terceira e na quarta vez. Cada tentativa é um aprendizado e, assim, com a prática e com a cabeça voltada para o estabelecimento de relações entre receptor x interlocutor, com certeza você se tornará um ótimo comunicador – mesmo lidando com imprevistos. 🙂

 
Por Júnia Braga