Estava refletindo estes dias: nós sabemos que as redes sociais têm ciclos. Certo? Mesmo que o Mark Zuckerberg tenha sido um empreendedor muito inteligente, adquirindo possíveis concorrentes do Facebook como aplicativos etc – além da possibilidade da Google dominar o mundo -, a gente não sabe COM CERTEZA qual será a plataforma que estará ‘bombando’ daqui cinco anos.

Quando perguntam pra um profissional de Social Media: ‘onde você se vê daqui 5 anos?’, imagino que a resposta não seja TÃO certeira assim, em termos específicos de carreira. O que é preocupante.

Imagino que a formação da maioria das pessoas que trabalham com Social Media seja em Comunicação e que estes profissionais saibam bastante sobre conceitos e teorias de Comunicação, o que é muito bom. Mas pensemos naqueles profissionais altamente técnicos, altamente MESMO; que se especializam em ferramentas, aplicações, fazem cursos, compram livros… Isso me preocupa um pouco. Afinal, todos estes tecnicismos podem desaparecer em questão de poucos anos. O que são as comunidades do Orkut hoje?

Por isso acredito ser muito importante não deixar defasada a formação ‘holística’ enquanto profissional de comunicação, mesmo trabalhando em especificidades do Social Media. Independente de plataforma, de aplicação, de ads, de ferramentas mirabolantes. Mas ser um comunicador eficaz, eficiente, que saberá transitar e navegar em que plataforma for.

Isso não é um chamado para a ‘não-especialização’ técnica. Mas um convite para refletir que, além da questão técnica, devemos dar muita ênfase à fundamentação teórica de comunicação e de tendências macro de comportamento da sociedade. Afinal, o que será dos ‘heavy users’ quando a era dos memes terminar? Porque ela vai. Mais cedo ou mais tarde.

O que sabemos do amanhã? Os bugs estão aí para nos apavorar dia após dia… Em segundos, tudo pode ruir.

Então é isso: conselho para não nos tornarmos obsoletos, mas profissionais que, além de antenados com os updates das ferramentas, possam oferecer muito mais aos clientes e empregadores: uma cabeça pensante além da plataforma tecnológica.

Por Júnia Braga